Estou escrevendo este post sabendo que só posso publicá-lo no domingo!
Já fui diversas vezes no aeroporto aqui… Buscar quem está chegando, levar quem vai passear, comprar passagem de uns, trocar passagem de outros, se despedir…
Por quatro vezes a volta pra casa foi difícil… por quatro vezes eu chorei muito depois…
Na primeira vez (eu nem cheguei a ir até o Heathrow) só até Green Park e a portinha do metro fechando foi meu último tchau pra companheira de primeiros meses, que voltou pra onde a gente tinha saído e até hoje fico torcendo pra ela voltar.
Da segunda vez fui até o Heathrow e dei tchau pra pessoa que fez isso tudo funcionar. Foi a última pessoa da minha família que eu abraçei.
A terceira vez eu já tinha levado essa pessoa a pouco tempo no aeroporto, mas agora ela estava voltando de vez… de supetão… a cabeça estava confusa, o coração apertado, a voz não saía. A minha principal base em Londres estava tomando o rumo de casa, com milhares de conquistas e muita saudade na mala.
Ontem foi a quarta vez que tive que ir lá, ajudar, carregar mala, procurar compania aérea, pedir informação, checar horário e dar um beijo de tchau. Foram poucos meses de uma amizade que não existia e que agora é imensa, é de verdade e é eterna – como ela mesmo disse nas últimas frases que trocamos.
Não choro. Não consigo.
Mas ontem, esperando na plataforma do metro, o meu chorar fez eco na estação vazia pela hora adiantada e o que me fez rir foi saber que eu tinha acabado de perder o último trem pra voltar pro centro de Londres.
Cheers
Nina – dando tchau agora…
