Na escola de inglês onde eu estudo tem uma programação social todo mês. Na lista tem como encontrar viagens, passeios, peças de teatro e festas. Tudo relativamente mais barato, pois eles fecham pacotes e o preço fica melhor. Na programação deste mês eu tinha visto que tinha um final de semana em Bruxelas, mas até eu decidir ir passou tempo e eu achei que tinha perdido, pois os tickets acabam logo. Quando eu liguei para checar ainda tinham alguns lugares… e eu fui! Muito em cima da hora… A viagem era no sábado e eu paguei na quinta-feira.
Sábado de manhã (5 da manhã eu sai de casa) e umas 6 eu estava na estação de St. Pancras pra pegar o Eurostar. Simmmmm… eu fui de Eurostar. Umas das opções da viagem que me fez ter vontade de ir , era pra conhecer o tão famoso trem que liga a Inglaterra ao resto da Europa. Ai, bem legalzinho, mas nada demais. É lógico que não fui de primeira classe, é claro que é confortável, bonitinho, mas é um trem e pronto. Nada de especial, entende?
Chegamos em Bruxelas e fomos deixar as coisas (bolsas, porque não tínhamos bagagens grandes – só dois dias) no hotel e pra minha supresa era um hotelzinho lindo, novinho e 100 vezes melhor do que eu estava esperando.
Ótimo! A viagem já estava começando bem… mas parou por ai! Hahaha!
O guia da nossa excurssão era o pior guia que alguém pode ter encontrado pelo mundo. Começou perdido, irritando todo mundo. Andamos horrores no primeiro dia e eu confesso que fiquei esgotada de igrejas, praças e estátuas.
Valeu por conhecer a mais famosa (e mais cara) loja de chocolates da Bélgica, valeu por viver a Europa com suas ruelas e paisagens antigas, valeu por conhecer o Manneken Pis – uma estátua de bronze de um menininho fazendo xixi. Super famosa em Bruxelas, existem várias histórias por trás dessa estátua e eu acabei de saber que existem umas três réplicas dessa estátua, uma no Brasil. No clube de futebol do Botafogo, no Rio e o menininho virou mascote do time: o manequinho!
Ah, o primeiro dia valeu também porque presenciamos um evento que a princípio parecia uma parada gay, mas logo descobrimos que era um evento de nudistas e eles estavam todos de bicicleta. Foi cômico!!!
Mais perengue na viagem… peguei um gripe gigantesca, cheguei no hotel e não conseguia mais me mexer (até porque a cama do hotel era maravilhosa… haha). Por isso não deu pra conhecer a noite “bruxelense”.
Segundo dia, desistimos do guia e fomos por nossa conta. Eu já estava agoniada pra entender como a cidade funcionava e fui atras de descobrir isso. Ótimo… cheguei a conclusão que estava morrendo de saudade de Londres (dois dias…).
Fomos até o Atomium e por isso minha viagem valeu muito a pena. O Atomium é considerado a Torre Eiffel de Bruxelas! Foi construído em 1958 pra uma exposição e iria durar apenas 6 meses, mas fez tanto sucesso que está lá até hoje. Só para ter uma idéia o Atomium é um átomo de ferro ampliado 165.000 milhões de vezes. Captou??? Fascinante!
Eu fiquei impressionada como Bruxelas é suja, cheira a xixi e as pessoas são muito mal educadas. Acho que foi pouco tempo pra descobrir coisas boas. Uma coisa eu preciso dizer: na Bélgica eles falam duas línguas: Francês e Neerlândes, mas em todos os serviços que precisei as pessoas falavam inglês – da recepcionista do hotel até o vendedor de wafles. O que mais uma vez me fez ter certeza de que a melhor coisa que eu fiz foi ter esperado um pouco, apredido um pouco de inglês, pra depois viajar por aqui…
Resumindo: eu amei conhecer Bruxelas, por poder dizer que eu amo Londres. Sabe a sensação de estar voltando pra casa… ufa! St. Pancras novamente! Lovely!
Merci…
Nina – at home


