Nina Evangelista’s Weblog

Back to West

Março 11, 2009 · 2 Comentários

Três meses. Três casas.

Quando eu voltei pra Londres eu já sabia que eu iria ficar apenas 1 mês na casa onde tinha alugado. Tempo suficiente pra achar um novo cantinho e me mudar. Achei que iria ser mais fácil, mas no final achei e fui do West para o East – super empolgada com a aventura.

Wilesden Green, Dollis Hill, Hammersmith, Queensway… a minha vidinha por aqui já estava instalada no West London, mas mesmo assim resolvi encarar Mile End como meu lado “EastEnders” e isso não poderia soar mais cool pra mim.

O problema é que a novela foi bem `a la` Rede Globo e nem um pouco britânica. Resumindo (porque eu não vou escrever aqui algo que possa parecer que não tenho orgulho da minha pátria amada Brasil): morava com mais 6 brasileiros (jovens – that means children) que resolviam conversar entre os quartos, ouvir jogo de futebol do Brasil no volume máximo, tomar cerveja… isso até aproximadamente 3h30 AM!!!! Every single day!!!!

Acordar pra trabalhar as 7h30 da manhã eu não sei explicar se era um alívio pela noite ter acabado ou uma tortura de MAIS UM DIA estar entre pessoas que antes de não ter absolutamente nenhum respeito, não têm objetivo  NENHUM.

Enfim, não quero, nem vou explicar a situação mais do que isso – que pra mim já basta, mas que não foi o bastante. Então… outra casa e desta vez sem errar na direção… Acton, West London.

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***Presente***

Novembro 18, 2008 · 7 Comentários

JÁ QUE FOI UM PRESENTE E ME DERAM TOTAL LIBERDADE PARA FAZER USO ‘DELE’…

AI ESTÃO AS PALAVRAS QUE ME PARALISARAM NOS ÚLTIMOS DIAS!!!

 

MARINA MORENA

 

 

Familiar este título! Longe de mim querer parafrasear o poeta Dorival Caymmi. A personagem deste texto merecia um texto escrito por ele e não por este esforçado e limitado narrador.

 

No caso deste título nada mais apropriado para àquela que apareceu em um passe de mágica, durante momentos de turbulência, em uma noite de carnaval completamente sem “bússola”.  Detalhe: era uma festa a fantasia e estava vestido de Duende, só que as pessoas insistiam de me chamar de Papai Noel Verde!

 

Às vezes coisas sem sentidos acontecem e pessoas podem aparecer e desaparecer em um toque de mágica, ou diria, se materializarem como nos melhores filmes de ficção.

 

Enfim, a pior solidão que podemos ter é aquela que acontece quando estamos rodeados de pessoas. E era exatamente esse sentimento que aflorava em mim naquela primeira noite de carnaval. Já havia visto Ela em uma festa de uma turma de direito e a rosa tatuada em seu ombro era como um sinal para, quem sabe um dia, poder encontrá-la.

 

Todos os sentimentos possíveis já tinham passado pela minha cabeça, naquela sexta-feira, de felicidade, de êxtase, de renascimento, porém o sentimento mais latente dentro de mim era a tristeza e o vazio.

 

Já passava das duas horas da manhã e o sentimento era potencializado pela cerveja que ia entrando como antídoto, mas fazia efeito totalmente ao contrário, ou seja, parecia um veneno.

 

Até então qualquer esperança de felicidade e conforto passava longe daquele lugar.  Foi então algo que é inexplicável aconteceu. Aquela rosa tatuada passou por mim e logo o papo fluiu e a conversa atenuou toda a loucura sentida e o redemoinho de sentimos foi-se alocando em seu devido lugar. Não há como se esquecer de um amigo, digo, naquele instante era somente conhecido que ao nosso lado flertava com a amiga da dona daquela singela rosa.  Ninguém flerta no carnaval, alugava a “pobre menina” que “ingenuamente” se deixava levar…

 

Como já escrito existem pessoas que aparecem nesta vida sem explicação alguma e com toda a certeza são envidadas ou materializam-se com alguma missão.

 

Pobre dela, em alguns minutos já “vomitei” diversos sentimentos, impressões, desejos, tristezas e tudo aquilo que não deve ser dito para alguém que não conhecemos.

 

Estava precisando de alguém e talvez este alguém estivesse precisando de mim, mas em nenhum momento foi egoísta. Absteu-se de qualquer necessidade para dar atenção a um desconhecido sequelado.

 

Fiz confissões jamais feitas a nenhum amigo e seus olhos sempre atentos não desviavam, logo vieram suas palavras de conforto e os conselhos foram fundamentais para agüentar meus últimos minutos naquela festa.

 

 

Final de festa, início de uma história singular de muito respeito, de alguns desacertos, mas, sobretudo, de muito carinho e amor. Sim, não amamos só nossa família, nossa namorada, amamos nossos amigos. Outro dia escutei uma frase que é mais pura verdade. AMIGO É A FAMÍLIA ESCOLHIDA! Tenho certeza que a afirmação acima não carece de comentário.

 

Ainda durante o Carnaval nos encontramos mais algumas vezes, e as ligações foram se sucedendo. Enfim, o contato telefônico era feito diariamente por todos os motivos possíveis e inimagináveis. A aflição fazia parte do meu dia a dia, cada projeto, cada decisão era comentada e discutida. Passei a conhecê-la, fizemos poucas e boas. Muito em razão do nosso gosto pela musica (para a noite) pagode. No cotidiano adoramos MPB, apesar dela ser apaixonada Chico Buarque e eu outros compositores, no final gostamos da mesma coisa.

 

Meu mundo foi fundindo-se ao dela, suas amigas passaram a ser minhas amigas e as suas musicas passaram a ser as minhas musicas. Num certo momento haviam musicas que não havia como escutá-las sem lembrar desta morena formidável.

 

Fazer parte do seu mundo era perceber o quanto as pessoas podem realmente gostar de alguém e contribuir e retribuir fluidos positivos. A relação dela com as amigas e com a mãe era surreal e serviu como aprendizado. Às vezes escutamos ou lemos sobre a vida ou até mesmo uma biografia de alguém e não conseguimos imaginar como era a vida desta pessoa no mundo real.

 

Pois bem, Marina ou simplesmente Nina é sinônimo de alegria, amizade, compreensão, festa, cerveja, pagode e, sobretudo, de fidelidade aquilo que acredita que é fazer bem aos outros.

 

Sempre que observamos alguém com tantos predicados imaginamos que esta pessoa faça caridade com pessoas necessitadas de bens materiais. Só que no seu caso, sua caridade é exposta na forma mais difícil de ser vista nos dias de hoje com atenção e carinho a todos que a cercam.

 

Voltando a nossa relação, jamais esquecerei a serenata realizada por ela e suas amigas, em uma noite de sábado, em um show do swing maneiro (banda de pagode de Floripa) em que fui acordado com o toque do meu celular e atônito escutei duas, três, talvez quatro amigas cantando uma música para mim. Como se fosse hoje. “Lu escuta…”

 

Lembro também da época em que a rádio UDESC tinha a honra de tê-la como comunicadora e não raras vezes me programava para dirigir durante a sua árdua tarefa diária de comunicadora.

 

Um dia após escrever um texto que pretendia enviar para o jornal, texto jurídico, encaminhei para ter a sua impressão e recebi criticas importantes para a construção correta de um artigo. “Ai Luciano, tem muito número”. Até hoje furto seus conhecimentos e impressões a cada escrito. Espero que seus ensinamentos tenham sidos compreendidos, pois caso contrário, vai odiar este rascunho.

 

Os dias, semanas, meses, anos foram passando e os contatos já não eram mais diários e com o tempo a distância foi aumentando até o distanciamento completo. Faço aqui a minha meia culpa.

 

Certo dia deparei-me com uma notícia que subitamente lançou meus sentidos a Ela. Ocorria algo muito triste com alguém que sabia fazia parte de seu universo, ou seja, estaria precisando de mim. A distância entre nós já não era pequena, creio que maior que de um oceano que de fato nos separa hoje, egoisticamente furtei-me de qualquer ajuda.

 

 

Logo ocorreu um recomeço. Entristeceu escutar da sua boca a necessidade de mim naquele momento. Não há o que fazer num momento como esse a não ser pedir desculpas. Marina desculpe-me!

 

O reencontro foi no momento da partida, agora não mais metaforicamente, um oceano iria nos separar. Hoje estamos mais perto com milhares de metros cúbicos de água nos separando que quando morávamos com uma baia nos separando.

 

Ficaram as lembranças, os pagodes, os amigos em comum.

 

Os instrumentos que a tecnologia nos proporciona são capazes disto. Impressões, desabafos, conselhos voltaram a fazer parte do nosso cotidiano que, francamente, espero que nunca acabem.

 

Preciso agradecer por todo o desprendimento, carinho, respeito e amor. Obrigado!

 

Daqui a alguns dias estarás na amada terrinha. Seja bem vinda! Marina Morena, Marina, você  se pintou…

 

O texto é seu! Tenha total liberdade com ele.

 

Qualquer um que leia pode pensar que a nossa relação não seja de amizade que tenha algo a mais. Coitado daquele que não tem uma verdadeira amiga. Brigado!

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Turma da Mônica

Outubro 21, 2008 · 2 Comentários

Em inglês Monica’s Gang (hahahaha) sem acento mesmo!

Genteeeeee, a Turma da Mônica cresceu!!!

Agora tem a Turma da Mônica Jovem

A Mônica continua dentuça, mas magrinha. O Cebolinha tem pouca dificuldade com o R. O Cascão tá sujinho só porque pratica vários esportes radicais. E a Magali continua comilona, mas toda preocupada com a qualidade dos alimentos. Ai gente… essa eu preciso ver!!

Já pedi pra minha mãe comprar!

Cheers

Nina – nostalgia

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BN – Harrods

Outubro 20, 2008 · 2 Comentários

 

O armazém mais chique do mundo

A história da loja que tem como slogan:

“Todas as coisas, para todas as pessoas, em todo lugar”

Ela é nada menos que a maior loja de departamentos do mundo. Ponto turístico tal como Big Ben e Buckingham Palace, mas com a vantagem de vender os mais variados tipos de produtos, das mais exclusivas bolsas de grife ao mais caro chá da cidade. Localizada em Knightsbridge, a Harrods ocupa 18.000 m2 desse que é um dos mais requintados bairros de Londres.

Lá em 1834, Charles Henry Harrod entrou para o mundo dos negócios quando abriu um pequeno armazém que vendia artigos em geral por atacado, principalmente chá, no East End da capital. Um pouco mais tarde, em 1849, foi que Harrod transferiu seu armazém para Knightsbridge, alguns minutos do Hyde Park, onde ele tinha não mais que três funcionários num espaço que vendia frutas, vegetais e fórmulas medicinais.

Depois de comprar várias lojas nos arredores do seu armazém, a família Harrod amplia significamente seu estabelecimento e passa a ter como clientes nomes importantes como Oscar Wilde, Sigmund Freud, atrizes famosas da época e ainda membros da família real. Com a popularidade aumentando a loja ganha modernidade com a primeira escada rolante do mundo. Um dos momentos que marca a subida triunfante da Harrods como um dos edifícios mais luxuosos do planeta.

Com cerca de 330 departamentos a Harrods oferece, além de roupas para todos os tipos de cliente, eletrônicos, jóias, brinquedos, móveis, produtos de beleza, comidas e bedidas. Na parte de serviços, a loja conta com salão de beleza, barbearia, alfaiataria, farmácia e uma espécie de banco para assuntos financeiros. Para fazer tudo isso e atender a todos são mais de 5000 funcionários trabalhando pela marca, que recebe cerca de 300.000 pessoas em dias de pico.

Os irmãos e empresários Mohamed e Ali al-Fayed pagaram cerca de £615 milhões na compra da loja em 1985. Mohamed é pai de Dodi al-Fayed, que namorava Princesa Diana quando o casal morreu num acidente de carro, em Paris, em 1997. Foi neste ano que a família real deixou de ser cliente da Harrods pelo fato do empresário Mohamed ter acusado Princípes Charles de assassinato.

Dois memoriais foram feitos para o casal e podem ser visto na Harrods. Uma estátua de bronze de um casal dançando na praia, com um pássaro voando sobre eles foi esculpida e chamada de Inocentes Vítimas. O outro memorial é uma pirâmide de vidro com a taça que a Princesa Diana tomou vinho no seu último jantar junto com uma aliança, que acreditam ser do noivado que Dodi propôs um dia antes do acidente.

Seja pela história, pelas fofocas, pelas celebridades ou pelas compras, a Harrods é um lugar onde a visita é obrigatória para quem passa por Londres. Ícone de luxo, onde a mágica de poder andar pelos corredores e sentir o cheiro do poder e da criatividade não é comparada nem aos acessórios mais caros.

Vale a pena entrar na única Harrods do mundo porque vale a pena conhecer produtos interessantes e exclusivos, vale a pena se deliciar com design diferente das comidas, vale a pena reconhecer a hospitalidade dos vendedores, vale a pena póder tocar na mais sofisticada peça de roupa, vale a pena rir por não poder comprar, vale a pena ver que as vezes vale a pena gastar.

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Mesmo assim… Floripa!

Outubro 8, 2008 · 3 Comentários

Será que os próximos 52 dias vão passar se arrastando como os últimos 52 dias que passaram?

A minha cabeça não consegue pensar em outra coisa que não seja ir para onde é o meu lugar no mundo, onde eu sei exatamente como as coisas acontecem, onde eu entendo 100% e um pouco mais do que as pessoas dizem ou querem falar, onde o verão é uma estação que acontece, onde ser puta não é usar minisaia, onde as pessoas são, parecem e se dizem felizes, mesmo que isso seja mentira, onde tudo é mais fácil simplesmente porque é o seu lugar, onde a cada esquina você encontra um refúgio, onde é mais fácil e barato ficar bonita, onde o cheiro do mar enobrece, onde uma ponte velha ilumina e dá a certeza que você está no lugar certo, onde para chegar no paraíso você só precisa subir e descer o morro, onde você pode escutar rock, funk, underground e pagode olhando para a mesma lagoa, onde tudo que acontece com todo mundo o resto do mundo também fica sabendo, onde não se tem espaço para mais nada, onde sempre se acha espaço para mais alguma coisa, onde se aprende como aturar um turista, onde seus amigos também são filhos dos teus pais, onde o passado traz as melhores lembranças, onde o futuro é incerto,onde preciso chegar, onde devo recarregar minhas baterias, onde quero festejar tudo que perdi e onde eu vou celebrar o que está por vir.

Cheers

Nina – countdown (52, 51, 50, 49…)

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Errata no The Guardian

Setembro 25, 2008 · 1 Comentário

Ah, sobre a matéria sobre o scarf palestino no The Guardian, eles fizeram uma errata no site!!!

· This article was amended on Thursday September 25 2008. It was Urban Outfitters, rather than American Apparel as we originally said in the article above, that marketed the keffiyeh as an “anti-war woven scarf” but stopped selling it after protests. This has been corrected.

Cheers

Nina – atenta

 

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BN – LFW S/S 09

Setembro 25, 2008 · Deixe um comentário

Crise na moda: semana fica mais curta para Londres

Nina Evangelista
www.ninaevangelista.wordpress.com
ninaevangelista@hotmail.com

Entre New York e Milão a semana de moda de Londres começa com a pressão para diminuir o tempo do evento inglês, a euforia por parte da organização para que isso não aconteça e mesmo assim com muita agitação e ‘invenção de moda’ na capital fashion mais descolada entre as principais semanas de moda do mundo.

Enquanto algumas pessoas taxam New York como a lado comercial da moda global, Londres fica com a fama de vanguarda, irreverente e criativa – no sentido mais profundo da palavra – onde tendências são criadas e onde o conceito artístico entra com o pé direito e esquerdo na passarela.

A briga entre os bam-bam-bams do mundo fashion começou porque a colega New York Fashion Week quer mais tempo pra preparar suas coleções e desfiles, por isso quem participa do evento de lá pediu para cortar dois dias do evento daqui e assim começar os desfiles dois dias mais tarde na América.

É claro que a notícia não agradou os britânicos que não aceitaram a proposta vinda de New York e Milão. O medo da organização do evento em Londres é que estilistas e marcas de peso começem a pensar no enfraquecimento da semana de moda na Inglaterra e decidam apresentar suas coleções em outra Fashion Week pelo mundo.

Depois de alguns dias de discussão e, segundo diretores do British Fashion Council (BFC), pelo bem e a continuação do crescimento da indústria de moda mundial, NY vai poder começar um dia mais tarde, tirando assim um dia do calendário da semana de moda de Londres. Agora, com apenas cinco dias para apresentar cerca de 50 desfiles, os envolvidos com a moda local juntamente com o BFC, prometem desenvolver os próximos eventos ainda mais poderosos e impactantes.

A London Fashion Week recebe aproximadamente 5.000 compradores, jornalistas e designers vindo de todos os lugares do mundo, movimentando cerca de 20 milhões de libras na economia de Londres. Grandes nomes como Vivienne Westwood, Julien Macdonald, Paul Smith e Luella Bartley desfilaram nesta última semana na capital as tendências para a primavera e o verão de 2009.

Brasil em grande estilo
A brasileira Daniella Helayel, da marca Issa desfilou uma coleção que tinha como título “Copacabana chega a Londres” e ninguém menos que Naomi Campbell entrou na passarela para mostrar as roupas da marca. Além disso, Issa que já é famosa por vestir celebridades de peso, contou com uma primeira fila das mais estreladas, com direito a presença das princesas Beatrice e Eugenie.

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Scarf no The Guardian

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Duas semanas atrás eu escrevi a matéria sobre o scarf (plural – scarves) e foi publicada no Brazilian News. Postei aqui no blog!!! E olha o que saiu ontem no caderno G2 do The Guardian…

Eles contam a história da fábrica palestina deste tipo de scarf que está quase fechando as portas por causa da importação da China (fato que abala a indústria fashion no mundo inteiro) deste mesmo tipo de produto.

A matéria completa dá pra ler aqui…

http://www.guardian.co.uk/lifeandstyle/2008/sep/22/fashion.middleeast

Só uma coisa que achei estranho e fui checar é que eles dizem na matéria que foi a American Apparel que colocou na etiqueta do produto “scarf anti guerra” e logo depois tirou todo o estoque das lojas, mas quem fez isso foi a Urban Outfitter.

Mandei um e-mail pra editora falando isso…

Cheers

Nina

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Kit Kat

Setembro 17, 2008 · 1 Comentário

As coincidências da vida…

Este post é uma mistura que começa falando de chocolate, Big Brother, filmes, autor, família, posts antigos, blog e termina com popularidade!!!

Uma amiga me ligou ontem lamentando que estava morrendo de vontade de comer um Kit Kat, mas não tem mais no Brasil. Dizem que já faz tempo que não vendem mais o chocolate lá, mas confesso que não sabia.

Coincidência 01: eu tinha comido um Kit Kat de sobremesa no almoço…

E descobri que o Kit Kat é inglês – coincidência 02! Existe desde dos anos 30, foi ‘inventado’ em York e os dois “dedinhos” ganharam fama pelo mundo inteiro. O site da marca mostra as propagandas antigas e conta algumas curiosidades como: 13,2 bilhões de “dedinhos”  de Kit Kat foram vendidos em 1995 pelo mundo afora, cer de 418 Kit Kats devorados por segundo.

Na edição número 7 do Big Brother UK a produção do programa, junto com a Nestle, distribuiu 100 golden tickets entre os Kit Kat e quem achasse poderia participar do BB sem precisar passar por processos de seleção e algumas pessoas fizeram uma prova pra entrar no programa e uma modelo ganhou (ela saiu do programa no dia 79).

Lembrei, claro, do filme A Fantástica Fábrica de Chocolate (que eu assisti somente a nova versão com Johnny Deep e dublada – compramos o ticket do cinema sem saber!

Enfim, nessas indas e vindas da internet, clica aqui, clica ali… descobri que quem escreveu o livro Charlie and the Chocolate Factory (nome em inglês) foi Roald Dahl, avô da Sophie Dahl – que eu já escrevi aqui sobre ela – coincidência 03 e MAIS IMPORTANTE: é o post mais visitado do meu blog – coincidência 04.

A coincidência mais importante (plus five stars) é que eu queria contar que mesmo sem muitos comentários meu blog está tendo mais de 1.000 acessos por mês. São mais de 15.000 desde outubro do ano passado.

Vou comer um Kit Kat pra comemorar!!!

Cheers

Nina – a 15.000 por hora

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BN – Scarf

Setembro 11, 2008 · 2 Comentários

De lá pra lá

Moda nasce no Oriente Médio, ganha a Europa e chega ao Brasil

Nina Evangelista
www.ninaevangelista.wordpress.com
ninaevangelista@hotmail.com

Estar em Londres é estar completamente por fora da moda no Brasil. É só passar um tempo por aqui e esquecer (e nem querer saber) o que é mania por lá. Primeiro de tudo, as estações são invertidas, ou seja, faz frio lá e a gente aproveita o sol aqui, o pessoal vai colocar o biquini lá enquanto perdemos a conta dos casacos que vestimos por aqui. Depois, claro, cada lugar com a sua moda, o seu tempo e suas manias. Não tem mesmo como ficar acompanhando cada nova coleção no Brasil para tentar seguir por aqui, ou vice-versa.

Mas sempre tem uma tendência que se globaliza e vira febre pelo mundo todo. E dessa vez, o inverno do Brasil caiu nas graças de um lenço que aqui já foi moda masculina, feminina e já não é mais uma tendência tão forte. Mas esse tal lenço continua à venda em cada esquina de Londres e agora tem brasileiro fazendo encomenda pra poder ficar na moda ainda na estação que está passando por lá.

O lenço da vez é geralmente xadrez ou alguma estampa semelhante e por aqui é chamado de Desert Scarf ou Keffiyeh ou, ainda, Shemagh, mas é mais conhecido no Brasil como lenço palestino. Não é possível citar a quantidade de cores que são misturadas com o branco e o preto, sempre com pequenas franjas como acabamentos. Na hora de sentir o tecido, a impressão é que você está tocando o mais pobre dos materias encontrados pra fazer uma peça de roupa, quase como uma lã bem fina, mas é só mais um detalhe de que é extamente este o lenço que virou moda no Brasil.

O Keffiyeh é tradicionalmente usado por homens em algumas regiões do Oriente Médio como proteção para cabeça e rosto. E em cada lugar é usado de maneira diferente, como um turbante, por exemplo, ou com um pedaço do pano caindo pelas costas e ombros. Assim como a combinação de cores também muda conforme a região.

O uso deste lenço como cachecol entrou na moda no final dos anos 80, nos Estados Unidos e um pouco depois, no ínicio do ano 2000, quando os jovens começaram a usar pelas ruas de Tóquio. Com o passar do tempo Europa, Canadá e Austrália também aderiram à mania. Neste ano, lojas renomadas passaram a vender o scarf em Londres e no meio da correria para estar em dia com o mundo fashion, a loja Urban Outfitters tirou seu estoque de circulação depois de um blog ter ridicularizado a idéia da marca colocar na etiqueta da peça algo como “scarf anti-guerra”.

Dizem que no Brasil não é tão fácil de encontrar e que custa na faixa de R$ 60. O que parece piada aqui para nós, não é mesmo? Pela Oxford Street ou por Piccadilly Circus os lenços são vendidos por 5 libras, mas se for pechinchar em Camdem Market, por exemplo, você consegue levar 4 deles por apenas 10 libras.

As combinações vistas pelas ruas são as mais inusitadas e ainda assim bastante divertidas e estilosas. Uma camiseta com estampa pode ser usada com um lenço que mistura cores diferentes, dando um clima discontraído no visual. Não existe regra de como usar este lenço e para tentar um look mais despojado é só usá-lo de “qualquer jeito” mesmo. Quanto mais desarrumado, mais interessante. Mas se você quer seguir a risca a maneira ideal para usar este lenço, existe uma forma especial de amarrá-lo no pescoço.

Dobrado em forma triangular, você coloca o lenço ao contrário do estilo escoteiro – que tem a ponta caída nas costas. Com a ponta na frente, agora é só enrolar o lenço pelo pescoço e deixar as duas extremidades na parte da frente também. Ou seja, três pontas caídas na parte da frente, uma ajeitadinha… it’s done!

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